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Graduada em Letras pela Universidade Braz Cubas (1979), Especialista pela Universidade de Mogi das Cruzes, Mestre e Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997). Atualmente é professora adjunta da Universidade de Mogi das Cruzes e da Universidade Braz Cubas. Tem experiência na área de Letras, Semiótica, Teoria da Comunicação e Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: Semiótica e Publicidade, Teorias da Comunicação, Filosofia e Filosofia da Direito. Atualmente é secretária Geral da Sociedade Brasileira dos Professores de Lingüística e Membro da Comissão de Avaliadores do MEC- INEP. É autora de livros didáticos pela àtica e Scipione (Abril Educação), avaliados entre os livros do PNLD 2008. É Certified Professional Coach, pela International Coach Academy e membro da International Coach Federation. Proprietária da Quanta Coaching: consultoria em coaching nas áreas de educação, cultura e liderança.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

HISTÓRIA DO CINEMA

Em 1895 quando dois irmãos apresentaram num café em Paris, imagens em movimento, eles jamais imaginaram que estavam criando um dos maiores meios de persuasão. O cinema foi inventado pelos irmãos Lumière há um século, e a primeira experiência foi feita em fevereiro de 1895, mas só no mês de dezembro é que essa invenção foi tornada pública. Nesta primeira apresentação o público saiu apavorado do Café, pois o filme apresentava um trem chegando à estação em Paris e a platéia, não acostumada às imagens em movimento achou que o trem não fosse parar e que seria atropelada.

Assim nasceu o cinema, disputando com a realidade o movimento; entre todos os produtos gerados pela tecnologia da super-reprodução, foi o cinema que trouxe o maior grau de persuasão, antes da realidade virtual, é claro. A linguagem do cinema é cinestésica, ou seja, é movimentação, podemos ir mais longe e afirmarmos que ela é mais, é sinestésica, pois além do movimento é cor, som, movimento, o que produz um "estado" de verossimilhança num elevado grau. O cinema quer ser vida, um bom filme é aquele que não desperta no telespectador a sensação de que é um filme, é aquele que encontra reações do público, como as lágrimas, os risos, os aplausos etc.

Nas duas primeiras décadas, o cinema não contava histórias, mas apresentava curtas nas salas de projeção, que não eram exatamente o que temos hoje, mas um misto de café e lanchonete, alguns conhecidos como "smoking coffees" ou "music halls"; nestes lugares as pessoas bebiam, fumavam, comiam, dançavam e assistiam a filmes, muitas vezes grotescos, ou cômicos.

Na época em que surgiu, esse tipo de diversão era , em termos de custo, considerada popular e esses lugares eram freqüentados por pessoas de classe sócio-cultural menos privilegiada, uma vez que a elite era conservadora demais para presenciar esse tipo de espetáculo barato e grosseiro, normalmente prestigiado pelo público masculino.

Para atrair a classe média, o cinema procurou adaptar-se a um novo repertório, o primeiro país a produzir filmes tendo esse propósito foram os Estados Unidos. Para atrair esse público, o cinema se fez teatro, ópera, romance; passou a contar história com começo meio e fim, criou personagens que se identificavam com a platéia que se pretendia fosse ao cinema. É desta época um cineasta denominado Griffith que adaptou alguns escritores famosos para as telas. Assim o cinema vai crescendo ao gosto da classe média até adquirir um "status" de teatro, e, finalmente, de arte.

O limiar entre arte e realidade às vezes fica esboroado, o homem utiliza o cinema para documentar a realidade, e assim, durante a guerra alguns documentários são feitos no próprio local, com atores, é claro que essa atitude procurava apontar a verdade que até então nenhum outro meio de representação havia oferecido.

Enquanto o cinema não era sonoro, alguns filmes vinham acompanhados com um Conferencista Educativo que explicava o filme ao público. Em alguns casos, quando a história era conhecida do público bastavam as legendas.

Depois disso o cinema falou...Falou, cantou, esbravejou, criando uma linguagem nova, própria, a câmera deixou de ser fixa no meio do palco e os atores deixaram de entrar e sair pelo lado. A linguagem do cinema tem uma história, assim como o próprio cinema, e essa linguagem acabou por enriquecer outras formas de produção de linguagem tais como o romance, o conto, as histórias em quadrinhos, até mesmo a publicidade.

HISTÓRIA DO RÁDIO

Desde as primeiras experiências de Marconi, o rádio já estava destinado a ser um dos mais importantes meios de comunicação, dada a facilidade de envio e recepção de mensagens, por ser um meio que transmitia informações 'ao vivo'.

O rádio começa com o amadorismo e vai se converter num dos maiores e mais penetrantes meios de comunicação de massa, um dos mais eficientes instrumentos de utilidade pública. Com a evolução da imprensa escrita, a radiodifusão passa a dar sabor de realidade instantânea.

É depois da Primeira Grande Guerra Mundial que o rádio se aperfeiçoa e entra para a sua fase de consagração. Em 1920 a Station Westinghouse KDKA leva ao ar um informativo noticioso, a Co. Marconi e o Daily Mail na Europa , levam ao ar um concerto público ao vivo pelo rádio. Algum tempo depois, em 1922 e 1926 surgem aqui e acolá, pelo mundo, muitas estações de rádio. Até os nossos dias o rádio é considerado o veículo de massa de maior penetração em virtude das tecnologias de redução de equipamentos e de alimentação por meio de pilhas e baterias, até mesmo um sinal de rádio é mais fácil de ser retransmitido do que um sinal de televisão. Para se ter uma idéia, a primeira empresa a diminuir o tamanho dos aparelhos receptores foi a companhia japonesa Sony, e para mostrar como eles eram pequenos, pois não eram tão pequenos assim, a empresa aumentou o tamanho do bolso dos vendedores a fim de que eles lá coubessem na hora de demonstrar o produto.

Segundo Caio Túlio Costa, em O Relógio de Pascal, "o rádio tem mais credibilidade do que o jornal por parecer que está no lugar e na hora do fato".

No Brasil a época de instalação das emissoras de rádio é bem coincidente com o resto do mundo, eis algumas emissoras brasileiras em 1936:

PRA3 Rádio Club do Brasil - RJ

PRA9 Soc. Rádio Mayrink Veiga- RJ

PRF3 Rádio difusora de São Paulo - SP

PRG2 Rádio Tupy Soc. Anônima - SP

PRG9 Rádio Excelsior - SP

Eram ao todo , nessa época, 65 estações de rádio espalhadas pelo país: Recife, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Blumenau, Uberaba, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Piracicaba, Niterói etc.

Os programas de rádio também trouxeram para a fama um número muito grande de cantores, atores de rádio-novelas e comediantes, além dos apresentadores. Entre essa gente que ficou famosa estão César Ladeira, locutor oficial da Revolução Constitucionalista, Francisco Alves, o Rei da Voz, Carmem Miranda, Caubi Peixoto, Manuel da Nóbrega, Angela Maria, Abelardo Chacrinha Barbosa.

O êxito do rádio Brasileiro se deu na década de 50, testemunha disto foi a Revista do Rádio; entre algumas de suas seções está uma assinada por Abelardo Chacrinha Barbosa, de onde tiramos as seguintes notas:

"Dircinha Batista cuida bastante do seu escolhido repertório... tomem nota desses números da querida estrela da Odeon: Fica comigo - Minha Saudade - Vulto e Adeus.

Algumas outras curiosidades encontramos na edição de Abril de 1950 numa seção intitulada Você Sabia?, muito rica neste tipo de coisa como estas:

"O sábio Einstein falou ao microfone da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro por volta do ano de 1925"

"Oduvaldo Cozzi foi o primeiro diretor artístico da Rádio Nacional"

"O flautista e compositor Altamiro Carrilho iniciou sua carreira radiofônica na extinta Rádio sociedade Fluminense".

Na edição de maio de 1950 há uma referência aos 'Anúncios Cantados', no editorial, que segundo a revista: "Estamos vivendo, inapelavelmente, a fase do anúncio em forma de música, anúncio gravado, americanamente chamado de 'jingle'".