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Graduada em Letras pela Universidade Braz Cubas (1979), Especialista pela Universidade de Mogi das Cruzes, Mestre e Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997). Atualmente é professora adjunta da Universidade de Mogi das Cruzes e da Universidade Braz Cubas. Tem experiência na área de Letras, Semiótica, Teoria da Comunicação e Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: Semiótica e Publicidade, Teorias da Comunicação, Filosofia e Filosofia da Direito. Atualmente é secretária Geral da Sociedade Brasileira dos Professores de Lingüística e Membro da Comissão de Avaliadores do MEC- INEP. É autora de livros didáticos pela àtica e Scipione (Abril Educação), avaliados entre os livros do PNLD 2008. É Certified Professional Coach, pela International Coach Academy e membro da International Coach Federation. Proprietária da Quanta Coaching: consultoria em coaching nas áreas de educação, cultura e liderança.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

HISTÓRIA DO RÁDIO

Desde as primeiras experiências de Marconi, o rádio já estava destinado a ser um dos mais importantes meios de comunicação, dada a facilidade de envio e recepção de mensagens, por ser um meio que transmitia informações 'ao vivo'.

O rádio começa com o amadorismo e vai se converter num dos maiores e mais penetrantes meios de comunicação de massa, um dos mais eficientes instrumentos de utilidade pública. Com a evolução da imprensa escrita, a radiodifusão passa a dar sabor de realidade instantânea.

É depois da Primeira Grande Guerra Mundial que o rádio se aperfeiçoa e entra para a sua fase de consagração. Em 1920 a Station Westinghouse KDKA leva ao ar um informativo noticioso, a Co. Marconi e o Daily Mail na Europa , levam ao ar um concerto público ao vivo pelo rádio. Algum tempo depois, em 1922 e 1926 surgem aqui e acolá, pelo mundo, muitas estações de rádio. Até os nossos dias o rádio é considerado o veículo de massa de maior penetração em virtude das tecnologias de redução de equipamentos e de alimentação por meio de pilhas e baterias, até mesmo um sinal de rádio é mais fácil de ser retransmitido do que um sinal de televisão. Para se ter uma idéia, a primeira empresa a diminuir o tamanho dos aparelhos receptores foi a companhia japonesa Sony, e para mostrar como eles eram pequenos, pois não eram tão pequenos assim, a empresa aumentou o tamanho do bolso dos vendedores a fim de que eles lá coubessem na hora de demonstrar o produto.

Segundo Caio Túlio Costa, em O Relógio de Pascal, "o rádio tem mais credibilidade do que o jornal por parecer que está no lugar e na hora do fato".

No Brasil a época de instalação das emissoras de rádio é bem coincidente com o resto do mundo, eis algumas emissoras brasileiras em 1936:

PRA3 Rádio Club do Brasil - RJ

PRA9 Soc. Rádio Mayrink Veiga- RJ

PRF3 Rádio difusora de São Paulo - SP

PRG2 Rádio Tupy Soc. Anônima - SP

PRG9 Rádio Excelsior - SP

Eram ao todo , nessa época, 65 estações de rádio espalhadas pelo país: Recife, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Blumenau, Uberaba, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Piracicaba, Niterói etc.

Os programas de rádio também trouxeram para a fama um número muito grande de cantores, atores de rádio-novelas e comediantes, além dos apresentadores. Entre essa gente que ficou famosa estão César Ladeira, locutor oficial da Revolução Constitucionalista, Francisco Alves, o Rei da Voz, Carmem Miranda, Caubi Peixoto, Manuel da Nóbrega, Angela Maria, Abelardo Chacrinha Barbosa.

O êxito do rádio Brasileiro se deu na década de 50, testemunha disto foi a Revista do Rádio; entre algumas de suas seções está uma assinada por Abelardo Chacrinha Barbosa, de onde tiramos as seguintes notas:

"Dircinha Batista cuida bastante do seu escolhido repertório... tomem nota desses números da querida estrela da Odeon: Fica comigo - Minha Saudade - Vulto e Adeus.

Algumas outras curiosidades encontramos na edição de Abril de 1950 numa seção intitulada Você Sabia?, muito rica neste tipo de coisa como estas:

"O sábio Einstein falou ao microfone da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro por volta do ano de 1925"

"Oduvaldo Cozzi foi o primeiro diretor artístico da Rádio Nacional"

"O flautista e compositor Altamiro Carrilho iniciou sua carreira radiofônica na extinta Rádio sociedade Fluminense".

Na edição de maio de 1950 há uma referência aos 'Anúncios Cantados', no editorial, que segundo a revista: "Estamos vivendo, inapelavelmente, a fase do anúncio em forma de música, anúncio gravado, americanamente chamado de 'jingle'".

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